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Jorge Amado, alma popular
Colunista: João Paulo Simplicio
Bacharel em Informática pela UCSal, Especialista em Banco de Dados na FRB e Mestrando em Administração na UFBA, é também DBA, Webmaster e Webdesigner do Portal do Carmo.
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Seria necessária uma série de matérias para falar do nosso saudoso escritor Jorge Amado. Uma personalidade eterna na cultura brasileira. Uma fonte de inteligência e poesia. Um olhar profundo do cotidiano popular baiano.

Meu primeiro contato com Jorge Amado foi em Jubiabá. No início, apenas um livro pertencente a uma relação de obras literárias cobradas no exame do vestibular. Todavia foi só começar a ler, e de repente me via entretido com o mundo de Antônio Balduíno – protagonista do romance. Não só Jubiabá, mas obras como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Capitães de Areia, Mar Morto e outras marcaram a história da literatura brasileira.

Mas enfim, por onde começamos a extensa história do ex-membro da Academia Brasileira de Letras? Jorge Amado de Faria, filho de João Amado de Faria e de D. Eulália Leal, nasceu na fazenda Auricídia, em Ferradas, distrito de Itabuna – Bahia, no dia 10 de agosto de 1912.

Jorge Amado desde menino expressava o mundo em suas redações, publicando jornais de vizinhança e de grêmio escolar.  Fugiu de colégio, dirigiu jornal de grêmio, começou a trabalhar em jornais aos 15 anos, se formou em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro, foi preso em levantes políticos, já foi exilado e até se tornou deputado pelo PCB - Partido Comunista Brasileiro.

O primeiro romance do escritor, “O país do Carnaval”, foi lançado em 1931. Mais tarde em 1933 foi proibido de publicar, por ser considerado revolucionário pela polícia carioca, a obra “Cacau”, que denunciava a vida dos trabalhadores da região cacaueira e que teve tiragem de dois mil exemplares se esgotando em 40 dias.

De 1934 à 1937, publicou “Suor”, “Jubiabá”, “Mar Morto” e “Capitães da Areia”, fazendo de seus romances um instrumento de luta social. Por causa de suas idéias, teve seus livros queimados, foi perseguido e ficou preso entre 1936 e 1937. Ao ser libertado, exilou-se na Argentina e depois no Uruguai.

Retornando ao Brasil em 1944 foi eleito deputado da Assembléia Nacional Constituinte, pelo PCB em 1945, ano em que casou com a escritora Zélia Gattai. Como deputado, foi autor da lei, ainda em vigor, que assegura o direito das as pessoas professarem sua fé, livremente.

Em 1947, ano em que nasceu seu primeiro filho e que o PCB foi declarado ilegal, Jorge Amado e sua família se exilaram na França, onde ficaram até 1950, e na antiga Tchecoslováquia (hoje, República Checa), onde nasceu sua filha Paloma, em 1952.

Nesse mesmo ano, Jorge Amado retornou ao Brasil, já como escritor bastante conhecido. Dois anos depois publica “Os Subterrâneos da Liberdade”, sobre o líder comunista Luiz Carlos Prestes, deixando a militância política, no ano seguinte, para se dedicar integralmente à literatura. 

A partir daí escreveu seus romances mais populares e premiados, como “Gabriela, Cravo e Canela” (1958), “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1966) e “Tereza Batista Cansada de Guerra” (1972). Em 1961, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Jorge Amado foi homenageado por universidades de todo o mundo, mas se orgulhava mesmo era do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia, um dos endereços mais famosos do candomblé, a religião africana.

Sua obra literária conheceu dezenas de adaptações para cinema, teatro e televisão. Seus romances foram traduzidos para 55 países, em 49 idiomas.

Atualmente, é mantida no coração do Centro Histórico de Salvador, sítio tombado pela UNESCO, a Fundação Casa de Jorge Amado com toda e qualquer informação sobre o escritor.

Jorge Amado morreu em Salvador, em 6 de agosto de 2001. Seu corpo foi cremado, e as cinzas enterradas no jardim de sua casa, na Rua Alagoinhas, em 10 de agosto, dia em que ele ia completar 89 anos. 

Jorge Amado é DA BAHIA!

No www.alugueumlivro.com.br você encontrará algumas obras de Jorge Amado!

Fontes: Personalidades da Literatura do site da Previdência Social



Data de Publicação: 22/02/2008
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